Que presidente sou eu?

Não é de agora que a crítica aos sistemas governamentais surge na teledramaturgia. Lógico que, na maioria das vezes, o foco é pequeno: a prefeitura de Preciosa (Morde & Assopra) por exemplo, foi palco de diversos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. Mas tudo soou tão bobo por conta da narrativa da história que, ao invés de nos indignarmos, rimos com a tal taxa de purificação da água. De outra forma, a cidade de Ribeirão do Tempo (Ribeirão do Tempo) carregava consigo uma sátira aos nossos valores construídos historicamente. Mas a recepção ficou por conta do seleto grupo de telespectadores que acompanharam a ideia de Marcílio Morais. Esse link que aponto já apareceu em diversas outras produções. Falcatruas, corrupção, brigas pelo poder sempre estiveram em alta. Ilhéus era palco do coronelismo em “Gabriela”; Asa Branca foi além, colocando o fanatismo por um santo que nunca morreu como a força que realmente governava a cidade em “Roque Santeiro”; Ao lado de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, o grande Lauro César Muniz também construiu tramas que traziam em seu contexto o que há para além das aparências em nossas formas de governo. Sassá Mutema (Lima Duarte) que o diga... E a famosa intervenção no final da trama também, que impediu o protagonista de assumir a presidência. Se em “Amor e revolução” o público acompanhou didaticamente questões sociais referentes aos anos de chumbo, no Reino de Ávilan (Que rei sou eu?), encontramos em um tom ácido uma crítica consoante a falta de perspectivas dos brasileiros diante do final da Ditadura Militar. Apesar de toda a movimentação pelas Diretas Já, nosso país permanecia modorrento, convivendo com uma inflação exorbitante e à espera de um milagre tanto econômico como em melhorias sociais. E parecia que até hoje esperaríamos. Desde que Paulo Ventura (Domingos Montagner), blogueiro conhecido em todo o país por suas ideias ousadas e dura perseguição ao que há de mais baixo em nosso governo assumiu a presidência, muitas perspectivas se abriram. Agora o nosso povo pode contar com um homem íntegro, que luta pelo bem comum e realizará as melhorias que nosso povo tanto precisa. Muita sorte ao novo presidente! E os parabéns ao autor Euclydes Marinho e a direção do Ricardo Waddington, responsáveis pelo melhor produto da TV nesse início de ano. Uma excelente embalagem e ótimo conteúdo encontramos na minissérie (que pra mim é um seriado do estilo “Som & fúria”) “O brado retumbate”. Em tempo... Na última terça-feira, houve um duelo épico na história das minisséries. A produção global brigou direto com a estreia de “Rei Davi” na Record, que deixou muitas vezes a emissora na liderança. A Globo deveria ter apresentado “Dercy de Verdade” como a segunda minissérie do ano, pois foi um produto mais abrangente que a assinada por Euclydes Marinho. Talvez essa estratégia tivesse abafado um pouco os ânimos na Record...
Mudando de assunto: Bom prestar atenção que a Globo não é pioneira em tudo o que aparece na teledramaturgia. Assistindo a re-reprise de “Fascinação”, encontrei a gravidez psicológica de Berenice (Samanta Dalsoglio), que me remeteu a Simone (Gabriela Duarte) de “América”, de Glória Perez. Esse é apenas um dos muitos exemplos que podem ser verificado em nossa teledramaturgia. Se é pra cascudear, tá cascudeado!
Escrito por Blog Cascudeando às 11h47
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RIP Megaupload

Na última semana, todo mundo foi pego de surpresa com a desativação do site Megaupload, um dos melhores sites de compartilhamento de arquivos. Entre os demais que eu utilizava, era o mais rápido. Evoluiu ao extinguir aquelas letrinhas chatas para provar que a gente é um internauta comum. Depois tirou aquele tedioso tempo de espera para poder fazer um download (pior que isso só os cinco segundos que o youtube adotou quando se vai assistir um clipe qualquer). Tudo estava bom demais para ser verdade. Só faltava a possibilidade de baixar mais de um arquivo por vez. Mas isso ficou na expectativa. Minha vida tem muito haver com o Megaupload. Baixei tanta coisa pelo site e fico feliz de haver podido concluir o download da minissérie “O tempo e o vento”. Pra quem não tem o canal Viva, o site era uma mão na roda. Ainda não assisti a minissérie porque estou no meio de “A casa das sete mulheres”, também baixado do site. Olho para atrás e vejo que pude acompanhar ou rever obras como “A cura”, “A madrasta”, “A muralha”, “Queridos amigos”, “Som & fúria”... Sem falar nas músicas, nos filmes, nos seriados, nos shows... Lamento que não vou mais poder concluir os downloads de “Gabriela”. Vou ter que esperar a adaptação do Walcyr Carrasco ou uma boa alma upar noutro servidor... Enfim, nenhum outro servidor atualmente é tão bom como era o Megaupload. Todos nós, internautas viciados em downloads, vamos ficar com saudades. Fico com pena do tanto de links quebrados que a gente vai encontrar por aí, mas... fazer o quê? A vida continua...
Mudando de assunto: A melhor coisa que o SBT fez foi dar fim em “Amor e revolução”. As estreias na linha de show deram certo. “Astros – Nova geração” e “Cante se puder” incomodaram a novela da Record e atingiram bons índices. Já o sempre ótimo “Conexão repórter” recebeu bem de “A praça é nossa” na última quinta-feira. Já a famigerada “Corações feridos” parece ter uma curva ascendente de audiência, fazendo a Record mexer em sua grade noturna. “Rebelde” e “Jornal da Record” entrarão mais tarde. A Anhanguera comemora o início de 2012!!! Se é pra cascudear, ta cascudeado!
Escrito por Blog Cascudeando às 10h30
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Vamos falar de BBB que dá ibope!

Nunca antes na história do Big Brother Brasil houve uma edição tão polêmica logo em sua primeira semana. Esse ano, a questão envolvendo os participantes Daniel e Monique (um possível caso de estupro) repercutiu no Brasil inteiro, fazendo com que o reality de maior audiência do país encarasse um paredão inesperado. Vamos por partes: todo mundo quer aparecer no programa, e de preferência que apareçam após o mesmo. Nenhum participante ali é santo, muito menos a direção. O que houve por parte da atração foi uma edição que buscasse camuflar o que foi visto no pay per view. Se é que se pode ver algo embaixo do edredom. O problema foi que todo mundo caiu em cima pra fazer burburinho e o resultado foi inusitado. Começou com questão da polícia ter ido parar na porta do Projac. Todo mundo twittando sobre (menos Luiza, que está no Canadá). Jornalistas, blogueiros, internautas dando seus pitacos na rede social. Logo depois, aquele vai ou não vai por parte da direção do programa. Ou melhor, o “sai ou não sai”, que deixou Pedro Bial numa saia justíssima, colocando em xeque a credibilidade da Globo ao não informar ao público o motivo da saída de Daniel (só quem tem acesso a internet e aos programas de fofoca puderam acompanhar melhor o desenrolar da história). Alguns pontos ficaram engraçados com o fato. Primeiro o pico de audiência da novela Fina Estampa, que consolidou quase 50 pontos de ibope na segunda-feira por conta do caso. Aguinaldo Silva deve ter escrito seu famoso FOM FOM, mas a verdade é que no capítulo pouca coisa aconteceu e a boa média pode ter sido em função do público do BBB estar na emissora à espera do programa. Uma situação esdrúxula foi a Record conseguir na manhã de terça-feira uma boa média pela manhã ao tocar no assunto, aproveitando para atacar a Globo (apesar da pouca audiência que as manhãs marcam no horário, a Globo ficou em terceiro!). Mas o legal ficou a tarde, quando o Datena falou que a Record tem um programa semelhante, “A fazenda”, e ampliou a pauta dizendo que o Boninho deveria ser preso! Vá entender essa loucura toda! E pra completar a situação, o SBT Brasil quase atingiu dois dígitos. Mesmo atrasado, também quero render por aqui com o assunto rsrsrs... Agora, uma outra questão está assustando os anunciantes do programa, que temem que a imagem de seus produtos fique mal vista por causa do acontecimento. Grande bobagem, não vou deixar de consumir Guaraná Antártica pensando que ele vai me incitar a estuprar alguém que esteja em estado de vulnerabilidade. Mas como não sou formado em publicidade e propaganda, não tenho noção de como isso pode afetar o público. Público consumidor dos produtos que anunciam no BBB, público que é atingido diante de uma situação de possível estupro para desviar as atenções do que realmente importa em suas vidas, público que adora um barraco/fofoca e que, de quebra, acessa o meu blog!!!
Mudando de assunto: Realmente, novela não é coisa para criança. Atualmente, nem mesmo a re-reprise de “Mulheres de areia” é recomendada para todos os públicos. As novelas da Record também estão na mesma, com classificação mínima de dez anos. Já no SBT, apenas a inédita “Corações feridos” recebeu essa classificação, após ter diversas cenas suprimidas devido a troca de horário (a trama foi pensada para as 22h). As atuais produções podem até começar como “livre”, mas dificilmente mantém essa classificação no desenrolar das tramas. Se é pra cascudear, tá cascudeado!
Escrito por Blog Cascudeando às 11h50
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A guerra vai começar!!!

Finalmente “Amor e revolução” teve um ponto final. A trama de Tiago Santiago não empolgou, repercutiu negativamente e provou de uma vez por todas que o SBT não pode exibir dramaturgia no horário das 22h. Com isso, a emissora do tio Sílvio realiza mudanças importantes na grade a partir da semana que vem. A famigerada “Corações feridos” será exibida no horário das 20h30min. Esse é o horário de novelas para o SBT, sendo uma opção para quem foge dos telejornais. Ponto final. E o jogo dos horários continua. Com o término de “Amigas e rivais”, entrou a segunda reprise de “Pícara sonhadora” que, ao lado da segunda reprise de “Fascinação” prepara o terreno para a (tempo para pesquisar na Wikipédia) quinta exibição de “Marimar” em terras tupiniquins. O SBT tem incomodado a Globo nos últimos dias... Porém, errou feio ao escalar os palhaços Patati e Patatá para o horário das 18h. A partir desta segunda, “Chaves” está de volta, junto com o Ratinho que havia cedido espaço para a primeira temporada de “Diários de um vampiro”. Outras mudanças na grade estão na linha de shows. Programas como “Esquadrão do amor” e “Quem convence ganha mais” saem de cena. Teremos a volta de “Astros” e a estreia do “Cante se puder”. Vários filmes já foram anunciados para serem exibidos no “Cine espetacular” e “Tela de sucessos”. Especiais esporádicos e programação especial nos feriados também devem dar as caras. Esse é o momento do SBT mostrar o seu potencial e respeitar o público com essas modificações na grade. Uma emissora que está se reerguendo, que teve ótima audiência nos dois últimos meses de 2011 e que tem milhares de fãs espalhados no país precisa dar jeito de resgatar sua credibilidade.
Mudando de assunto: “Mulheres ricas”, o reality da Band, foi uma ótima escolha para cobrir as férias do CQC. O formato não tem nada demais, qualquer assunto interessante poderia render um programa do gênero, dependendo da forma como ele fosse abordado. Com humor e boas personagens (as escolhidas encarnam personagens que vão além do que realmente são), os pitis e as futilidades chamam a atenção e diverte quem assiste. Se é pra cascudear, tá cascudeado!
Escrito por Blog Cascudeando às 11h23
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Dramaturgia de verdade

A Rede Globo tem em seu time uma das mais competentes autoras de teledramaturgia na atualidade. Com o foco na pesquisa, Maria Adelaide Amaral sabe unir realidade com ficção de forma única. Ela sempre deu demonstração de sua competência em todos os trabalhos que realizou na casa. Tudo que autora escreve tem requinte, sutileza e inteligência. Na última terça-feira, após a estreia do Big Brother Brasil, a vida de Dercy Gonçalves ganhou a telinha. Um trabalho muito bem elaborado, como já era de se esperar. Todos os atores foram bem escalados e estão muito bem dirigidos. A minissérie tem ainda qualidades em seus figurinos, cenários e locações em Santa Maria Madalena (RJ). O grande destaque, no entanto, fica por conta da protagonista. Não apenas Heloísa Périssé e Fafy Siqueira, mas a própria Dercy Gonçalves narra sua história numa atemporalidade raramente encontrada em teledramaturgia. É lindo de se acompanhar e fácil de se emocionar. Fato semelhante teve repercussão no ano passado em “O astro”, quando Dina Sfat fez uma pontinha como o grande amor do passado de Ferragus (Francisco Cuoco). Infelizmente, nem tudo são flores. O horário ingrato e os poucos capítulos dessa bela produção não contribuem e ainda incomodam muita gente. Como li no twitter, é uma falta de respeito perceber que “Fina estampa” tem trocentos capítulos enquanto um produto como “Dercy de verdade” é composto por apenas quatro. Que merda! "Tudo que passou, acabou. Eu sobrevivi!" (Dercy Gonçalves)
Mudando de assunto: Sábia decisão do SBT de tirar o programa “Férias com Patati Patatá” a partir da próxima semana. Adivinha quem entra no lugar... O “Chaves”, lógico – com os episódios semelhantes! Tudo bem que os palhaços estão em alta, vendem DVDs, bonecos e ainda por cima viram temas de festas infantis. O problema é que a atração não contempla o público do horário, ficando restrito a uma só faixa etária. Porém, a partir da semana que vem a emissora de Sílvio Santos deve começar a reagir. É a primeira grande mudança na programação, com “Corações feridos” e a nova linha de shows. Promete dar dor de cabeça na Record... Se é pra cascudear, tá cascudeado!
Escrito por Blog Cascudeando às 10h40
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