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O homem do baú apostou na garota da moto

Quando eu fiquei sabendo que o SBT ia fazer uma série, fiquei com o pé atrás. Não pra menos, afinal, a emissora não tem tradição em produção de novelas, imagina de série! Quer dizer, ok que o canal do tio Sílvio se deu bem com a teledramaturgia infantil e agora está aproveitando ao máximo a safra, mas série...

Enfim... Assisti alguns momentos de “A garota da moto”. E gostei do que vi! É clichê? É! É didático? É! Mas eu tava com medo de ver uma novela ao invés de série. Mas foi série que eu vi e isso já valeu! Por mais que o texto não seja dos melhores! Certeza que, com mais produções do gênero, o público irá reconhecer uma identidade.

Christiana Ubach está indo bem como a protagonista Joana. Daniela Escobar é o destaque como Bernarda. Que desperdício não vê-la roubando a cena como nos tempos de “O clone”!

Os cenários e as locações de “A garota da moto” dão certo medo... As interpretações de alguns dos atores também causam sofrimento. No entanto, o ritmo salva a produção. Esperavam uma produção no estilo HBO? Não, né? Mas nessa empreitada, o SBT começou bem!



Escrito por Blog Cascudeando às 18h23
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Domingo tamanho família

Acho que pipocam notícias sobre um programa para Márcio Garcia na Globo desde que terminou o “Gente inocente”, que era uma graça. Quando o ator/apresentador retornou à casa, depois de apresentar “O melhor no Brasil” na Record, esperava-se que ele voltasse. E demorou!

Márcio Garcia voltou como Bahuan em “Caminho das Índias”. Passagem apagadíssima. Voltou como protagonista do esquecível “Na forma da lei”. Lembram dessa bomba? Depois, fez pontinha no início de “Amor à vida” e aumentando sua participação num núcleo bem idiota da novela. Isso fora algumas participações especiais.

Agora, chegou a vez de apostar num programa familiar aos domingos. Depois das competições musicais do “The voice kids” e “Superstar”, o que substituiria tais atrações? A ideia de “Tamanho família” pareceu uma ótima opção.

Domingo é um dia que pede atrações leves... Não que eu goste de TV no domingo, é talvez o pior dia da semana pra sintonizar, mas quando há boas atrações, o público compra a ideia. “Tamanho família” denota investimento da Globo, uma oportunidade para a gente ver o cast da emissora, que na estreia apostou em Juliana Paes e Bruna Marquezine, e, finalmente, a promessa paga de um programa para o Márcio Garcia.



Escrito por Blog Cascudeando às 21h14
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Ex my love...

Acho que a Globo nunca enrolou tanto pra definir uma reprise no “Vale a pena ver de novo”. Primeiro foram os boatos da volta de “Sabor da paixão”... Brincadeira! “Alma gêmea” foi a primeira cotada. O nosso blog até repercutiu a notícia. Depois, foi o maior “Ti ti ti” quando a novela de Maria Adelaide Amaral foi anunciada. Agora é a vez de “Cheias de charme”.

Uma grande bobagem que eu achei foram as notícias do tipo “Xuxa pode impedir reprise da Globo” só porque a personagem Jaqueline (Cláudia Raia) é fã da apresentadora. Ah, vá rachar uma lenha! Basta cortar as cenas e segue o baile! Mas enfim... Se isso foi verdade ou não, as empreguetes foram escaladas e a notícia bombou no twitter.

“Cheias de charme” foi uma novela atualíssima para a época em que foi exibida. Nossa! Já faz quatro anos e parece que foi ontem! Junto com “Avenida Brasil”, foi um grande sucesso popular. Incrivelmente, as tramas seguintes dos mesmos autores de “Cheias de charme” (Geração Brasil) e “Avenida Brasil” (A regra do jogo) não repetiram o sucesso.

Será que a trama das Marias do Lar vai pegar de novo? Há grandes chances! Acho que a reprise é uma boa opção. Ok, eu não acompanhei a novela... Quem sabe agora que eu chego do trabalho e ainda pego o finalzinho de “Anjo mau” eu consiga me render à novela. Que venham as empreguetes! 



Escrito por Blog Cascudeando às 18h26
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No ritmo da novela

Duas reprises recentes do “Vale a pena ver de novo” me fizeram pensar nesse texto. “O rei do gado” e “Anjo mau”, grandes sucessos de público e de crítica, são novelas legítimas. Basta prestar atenção na estrutura, tanto da história quanto do conceito que engloba tais novelas, com tramas centrais, algumas paralelas, personagens bem construídos, entre outras. O que mais me chama atenção é notar o ritmo de ambas, diferente das novelas atuais.

Da mesma forma que os anos 1990 exibiam novelas com uma narrativa mais lenta (vide reprises do Canal Viva, como “A viagem”, “Felicidade”, “Fera ferida”, entre outras), os anos 2000 foram responsáveis por novelas características da época. Se olharmos para a atual reprise do Viva, “Laços de família”, e a próxima reprise do “Vale a pena ver de novo”, “Alma gêmea”, vemos que em um espaço de quatro anos, as narrativas são próximas e bem diferentes das novelas já citadas e que foram exibidas nos anos 1990.

Agora... Pegue uma novela atual, independente do horário, e vamos comparar com “Laços de família” e “Alma gêmea”. As novelas atuais voam. Inclusive “Velho Chico”, onde nada acontece, mas em especial nas primeiras semanas, muita coisa aconteceu. Se comparar com as últimas das sete, “Haja coração” e “Totalmente demais” dariam duas ou três novelas da década de 2000. Acham que eu exagero? Compare “Eta mundo bom!” com “Alma gêmea”... O primeiro capítulo da trama de Candinho (Sérgio Guizé) foi atropelado se comparado com o desencarne de Luna (Liliana Castro). Apesar de ambas terem ritmo no primeiro capítulo, a forma de contar a história foi diferente. No primeiro caso, parecia haver uma necessidade de adequar a trama aos anos 2010. No segundo, o capítulo teve um bom curso, bem desenvolvido.

Particularmente, sou muito mais as novelas dos anos 1990. Assistir “Anjo mau” me traz um baita saudosismo. Agora a pouco, ouvi tocar “Savage Garden - Truly, madly, deeply”. Saudosismo puro de uma época boa! Que saudade do ritmo daquelas novelas! Não que as histórias de hoje em dia não sejam boas... Mas eu ainda voto pelos anos 1990 e, no máximo, anos 2000. E sou bem específico: só até “Paraíso tropical”. Pra mim, essa novela foi o marco da narrativa mais ágil. Só que eu não estou com pressa nenhuma...



Escrito por Blog Cascudeando às 18h20
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É pra São Paulo que Serena vai...

Rumores de que “Alma gêmea” estará em cartaz no “Vale a pena ver de novo”. Quando eu li a notícia, fiquei estarrecido. Imaginava que a saga de Serena (Priscila Fantin) ia dar as caras a qualquer momento. Mas não agora...

A novela, fenômeno do horário das 18h, é incrivelmente popular. Ao longo de seus mais de 200 capítulos, “Alma gêmea” apresentou um dramalhão da melhor qualidade, apesar de típicos furos carrasquianos. Mas a gente perdoa... Afinal, tudo se perdoa quando a novela é boa!

O que é imperdoável é perceber o desdenho com que a Globo trata as tardes. No meu tempo, só novela de Ivani Ribeiro ganhava re-reprise. Agora Walcyr Carrasco, com seus méritos, já pode pedir música pro Fantástico (“O cravo e a rosa” e “Chocolate com pimenta” já deram as caras duas vezes... Agora é a vez de “Alma gêmea”).

Sinceramente, não gostei. Mas antes “Alma gêmea” que “Morde & assopra”, não é verdade? Mas também me incomoda o fato de que há boas novelas que ainda não foram reprisadas e que são simplesmente esquecidas no arquivo da Globo. Uma lástima!



Escrito por Blog Cascudeando às 21h36
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Êta Remendo Bom

A novela das seis, #ÊtaMundoBom, é um sucesso. É incrível como as pessoas comentam e fazem referências a Candinho e o pessoal do sítio. As piadas, muitas no estilo #Chaves, funcionam. A trama do cegonho então... É impressionante como todo mundo acha engraçada aquela bobagem. Há personagens bem construídos, há! Mas vamos ser sinceros... A novela é um remendo de tudo o que já deu certo. Mas um pouquinho superficial.

Se eu fosse mudar algumas coisas na novela das seis, faria o seguinte: pra mim, a personagem da Maria (Bianca Bin) seria a Filomena (Débora Nascimento). Ao fugir com Ernesto (Eriberto Leão), Maria ficaria grávida e iria para a casa de Anastácia (Eliane Giardini). Lá, ela ficaria dividida entre Celso (Rainer Cadete) e Candinho (Sérgio Guizé). Com isso, eu faria uma trama mais fechadinha.

Outra coisa que eu modificaria seria a relação do Dr. Araújo (Flávio Tolezani). A trama onde ele está inserido não tinha função nenhuma. Só agora o personagem está envolvido com Sandra (Flávia Alessandra). E mais... aquele núcleo da Ema (Maria Zilda), mulher desquitada e apaixonada, é algo tão fora do contexto. O núcleo da fazenda é paralelo e ok. Mas há personagens cuja função parece ser necessária apenas em alguns momentos e depois não acrescentam na história.

Eu sinto que o Walcyr Carrasco vai escrevendo e onde ele percebe que há como ligar as tramas, liga. A novela das seis não me parece ser uma história planejada desde o início. É como se o autor sentasse em frente ao computador e pensasse: vou matar a Ana (Débora Oliveri). E aí ele mata e cria uma trama e segue nela, mas não parece ter sido planejada A novela faz sucesso, é boa de assistir, mas a sua estrutura, comparada às anteriores do autor, é inferior. E olha que eu nem falei do jogral!



Escrito por Blog Cascudeando às 20h25
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Happy níver!

07/06/05... Eis a data do nascimento do Blog Cascudeando. Há onze anos, um balanço geral da novela “Como uma onda” foi o pontapé inicial para uma história de carinho e respeito pelos amigos que compartilham, da mesma forma que eu, o interesse pelo noticiário televisivo. E não foram poucas as amizades que colecionei... Continuo interagindo com diversos amigos pelo twitter e citar nomes poderia não ser muito legal por esquecer de algum. Ah... Teve quem me esqueceu também, mas tudo bem... A vida é assim mesmo, cheia de idas e vindas.

Tenho os meus leitores assíduos que sempre comentam. Já tive mais de vinte comentários no auge do blog, lá por 2007/2008... Naquela época, eu bloguei tanto, mas tanto... Toda segunda e quinta tinha texto novinho. Lendo eles vejo o quanto evolui. Do adolescente que sonhava em ser jornalista ao psicólogo que só escreve por hobbie foram muitas transformações. A maior delas é o autodeboche... “Cascudeando”, convenhamos... Que nome horroroso! Mais foi a primeira palavra que me veio na cabeça quando criei brincando esse espaço que já teve o reconhecimento de ser matéria no jornal “O estado de São Paulo” e referência em um artigo científico do livro “Por uma teoria de fãs da ficção televisiva” (LOPES et. al., 2015).

Se o blog vai terminar? Olha... Já ensaiei o fim e sempre recuei. Não uso facebook porque não gosto da ferramenta. Se eu fosse trabalhar em cima, talvez tivesse um retorno/alcance maior.; É o que almejo? Acho que não... Mas tenho consciência do espaço que eu construí e da interação que tenho com os leitores assíduos. Já fui aquele blogueiro que queria milhares de cliques. Hoje em dia tenho outras preocupações. Escrevo por gostar de escrever. Toda a semana vou seguir com um textinho novo e, se eu não blogar, é porque alguma coisa aconteceu... Mas sempre espero que o próximo texto não seja o último.

Obrigado a todos que acessam e comentam o blog... Peço, nesta despedida, um minuto de silêncio aos blogueiros da minha época que se calaram/sumiram/deixaram de blogar e que, por isso, não fazem mais parte da raridade que somos... Apenas algumas andorinhas azuis em extinção (pra não dizer dinossauros cibernéticos)...



Escrito por Blog Cascudeando às 18h52
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Arliza x Joliza

Hoje termina #TotalmenteDemais. A novela das sete da Globo começou bem despretensiosa. Eu não colocava fé nenhuma, reconheço. A trama batida de concurso já tinha sido catastrófica em “Geração Brasil”. Mas ao contrário desta, a obra de Rosane Atchin (não sei escrever o nome dela) e Paulo Halm teve fôlego porque apostou na trama batida, porém, envolvente da moça pobre que sonha em ganhar o mundo.

De nada serviria o triângulo amoroso Eliza-Arthur-Jonatas se os atores tivessem pecado no desenvolvimento das personagens. No momento em que um dos pretendentes ao coração de Eliza (Marina Ruy Barbosa) desse para trás, o outro seria erguido ao posto de par romântico. Não foi o que aconteceu. Se voltarmos em “Caminho das Índias”, por exemplo, vemos que nem sempre o triângulo central termina como deveria terminar. Não venham dizer que o Raj (Rodrigo Lombardi) era predestinado à Maya (Juliana Paes) porque não era! O mocinho que não se defende, perde. No caso de “Totalmente demais”, a história foi bem conduzida e, com isso, o negócio foi shippar.

E haja coração pra tantas idas e vindas nesse triângulo! Teve muita armação da Carolina (Juliana Paes), a aposta entre ela e Arthur (Fábio Assunção) sobre o concurso e diversos empecilhos para que a protagonista pobre vendedora de flores conquistasse seu espaço no mundo da moda (outra ambientação corriqueira de novela que poderia levar a uma sensação de déjà vu), a psicopata morta-viva que voltou de sua tumba, entre outras... Mas a novela teve fôlego e contou uma história tradicional de uma forma diferente. Ficou com cara de novidade e fez sucesso, repercutindo o horário das sete como não se via desde a ascensão das empreguetes de “Cheias de charme”.

O saldo tá mais do que positivo. Na reta final ficou ainda mais evidente o sucesso da novela. Até o penúltimo capítulo, a média geral era de 27.26. A título de comparação, as anteriores terminaram com: I love Paraisópolis (23,49), Alto astral (22,08), Geração Brasil (19,40), Além do horizonte (19,73) e Sangue bom (24,59). Agora, a responsabilidade é com Daniel Ortiz em seu segundo voo solo na Globo. Como eu li no twitter, parece que desde “Avenida Brasil” não vinha uma substituta tão desacredita. Que a gente se surpreenda, igual como aconteceu com a saga de Eliza em “Totalmente demais”.



Escrito por Blog Cascudeando às 11h38
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Troféu Imprensa

Gente, ontem foi dia de “Troféu Imprensa” no SBT. Mais uma vez, um ótimo programa para não levar a sério. Tudo bem, tem o Sílvio Santos chegando de Marte sem saber que estamos no ano de 2016, mais um monte de comentários aleatórios do apresentador que fazem a festa de quem assiste a premiação. Mas, convenhamos, não dá pra levar a sério o “Troféu Imprensa”.

São muito destoantes certos indicados em certas categorias. Nem vou entrar no mérito de citar alguns, mas é incrível como os mais votados são, muitas vezes, irrelevantes. Da mesma forma, as categorias já ultrapassadas tornaram-se neste ano um sinônimo de protesto por parte dos jornalistas. Muitos deles reclamaram de categorias equivocadas para determinados programas, falta de categorias para tendências já consolidadas na TV brasileira, como por exemplo revista eletrônica, e outros programas que acabam se amontoando nas poucas divisões existentes.

Ainda assim, é legal de assistir à premiação. Não dá pra levar a sério, repito, mas também não dá pra levar a sério o “Melhores do ano” da Globo e mesmo assim todo mundo leva. Então a dica é a seguinte: vamos encarar o Troféu Imprensa simplesmente como um programa e aproveitar as tiradas do Sílvio Santos, que adora fazer piadinhas e dizer quem levou o troféu antes mesmo da votação. Porque se depender da crítica e dos indicados, a gente já descobre na hora quem é o merecedor sem que, muitas vezes, seja de fato o melhor do ano anterior.



Escrito por Blog Cascudeando às 22h07
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Em que ano estou?

Estava eu passeando por um destes sites/blogs de televisão e tal e encontrei uma matéria sobre a falta de procura dos acessórios utilizados pelos atores de “Velho Chico”, tais como anéis, pulseiras, cor do batom, cor do esmalte, o perfume que as artistas usam em cena... Ok, me empolguei. Mas enfim... De repente, me deu um insight: quem é que liga para a Central de Atendimento ao Telespectador (CAT)?

Acho inusitado pensar o seguinte: “Fulaninha pegou o telefone fixo e ligou para o CAT para saber sobre determinado objeto”. Fico meio tipo: ãh? Em 2016, há ainda quem ligue para o CAT? Não é só jogar no Google, enviar um e-mail, deixar mensagem no twitter? Sei lá...

Dia desses eu estava zapeando na Canção Nova e me deparei com um programa infantil que recebe cartas das crianças, com desenhos e tal. Fiquei meio tipo: ãh? Há ainda criança em 2016 que faz desenho e pede para um responsável ir até o correio? Sei lá, isso era comum na minha época, onde enviar carta para o Disney Club rezando pra ganhar uma viagem para a Disney era um sonho... Mas enviar cartinha pra programa infantil da Canção Nova... Bom, tem público pra tudo.

Sou fã ainda de uma das grandes novidades dos últimos tempos: SBT em Revista, pela editora Alto Astral. Se eu estivesse lá no início dos anos 2000, acharia incrível... Mas hoje em dia, com tanta rapidez de comunicação, cabe lançar uma revista impressa? Aliás, o SBT sempre tentou emplacar uma revista! Lembram-se da época do Show do Milhão? A Globo também foi outra, que nos intervalos das Copas do Mundo e das Olimpíadas, sempre lançavam promoções deste tipo. Era uma loucura! Hoje em dia, no máximo, a gente compra uma Coca-Cola e tira um scan do código de barras e envia por algum aplicativo. E só, sem a febre de comprar algo, sem fazer coleção, sem nada... Tudo sustentável, sem papel ou impressão. E sem graça também...



Escrito por Blog Cascudeando às 16h34
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