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No ritmo da novela

Duas reprises recentes do “Vale a pena ver de novo” me fizeram pensar nesse texto. “O rei do gado” e “Anjo mau”, grandes sucessos de público e de crítica, são novelas legítimas. Basta prestar atenção na estrutura, tanto da história quanto do conceito que engloba tais novelas, com tramas centrais, algumas paralelas, personagens bem construídos, entre outras. O que mais me chama atenção é notar o ritmo de ambas, diferente das novelas atuais.

Da mesma forma que os anos 1990 exibiam novelas com uma narrativa mais lenta (vide reprises do Canal Viva, como “A viagem”, “Felicidade”, “Fera ferida”, entre outras), os anos 2000 foram responsáveis por novelas características da época. Se olharmos para a atual reprise do Viva, “Laços de família”, e a próxima reprise do “Vale a pena ver de novo”, “Alma gêmea”, vemos que em um espaço de quatro anos, as narrativas são próximas e bem diferentes das novelas já citadas e que foram exibidas nos anos 1990.

Agora... Pegue uma novela atual, independente do horário, e vamos comparar com “Laços de família” e “Alma gêmea”. As novelas atuais voam. Inclusive “Velho Chico”, onde nada acontece, mas em especial nas primeiras semanas, muita coisa aconteceu. Se comparar com as últimas das sete, “Haja coração” e “Totalmente demais” dariam duas ou três novelas da década de 2000. Acham que eu exagero? Compare “Eta mundo bom!” com “Alma gêmea”... O primeiro capítulo da trama de Candinho (Sérgio Guizé) foi atropelado se comparado com o desencarne de Luna (Liliana Castro). Apesar de ambas terem ritmo no primeiro capítulo, a forma de contar a história foi diferente. No primeiro caso, parecia haver uma necessidade de adequar a trama aos anos 2010. No segundo, o capítulo teve um bom curso, bem desenvolvido.

Particularmente, sou muito mais as novelas dos anos 1990. Assistir “Anjo mau” me traz um baita saudosismo. Agora a pouco, ouvi tocar “Savage Garden - Truly, madly, deeply”. Saudosismo puro de uma época boa! Que saudade do ritmo daquelas novelas! Não que as histórias de hoje em dia não sejam boas... Mas eu ainda voto pelos anos 1990 e, no máximo, anos 2000. E sou bem específico: só até “Paraíso tropical”. Pra mim, essa novela foi o marco da narrativa mais ágil. Só que eu não estou com pressa nenhuma...



Escrito por Blog Cascudeando às 18h20
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É pra São Paulo que Serena vai...

Rumores de que “Alma gêmea” estará em cartaz no “Vale a pena ver de novo”. Quando eu li a notícia, fiquei estarrecido. Imaginava que a saga de Serena (Priscila Fantin) ia dar as caras a qualquer momento. Mas não agora...

A novela, fenômeno do horário das 18h, é incrivelmente popular. Ao longo de seus mais de 200 capítulos, “Alma gêmea” apresentou um dramalhão da melhor qualidade, apesar de típicos furos carrasquianos. Mas a gente perdoa... Afinal, tudo se perdoa quando a novela é boa!

O que é imperdoável é perceber o desdenho com que a Globo trata as tardes. No meu tempo, só novela de Ivani Ribeiro ganhava re-reprise. Agora Walcyr Carrasco, com seus méritos, já pode pedir música pro Fantástico (“O cravo e a rosa” e “Chocolate com pimenta” já deram as caras duas vezes... Agora é a vez de “Alma gêmea”).

Sinceramente, não gostei. Mas antes “Alma gêmea” que “Morde & assopra”, não é verdade? Mas também me incomoda o fato de que há boas novelas que ainda não foram reprisadas e que são simplesmente esquecidas no arquivo da Globo. Uma lástima!



Escrito por Blog Cascudeando às 21h36
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Êta Remendo Bom

A novela das seis, #ÊtaMundoBom, é um sucesso. É incrível como as pessoas comentam e fazem referências a Candinho e o pessoal do sítio. As piadas, muitas no estilo #Chaves, funcionam. A trama do cegonho então... É impressionante como todo mundo acha engraçada aquela bobagem. Há personagens bem construídos, há! Mas vamos ser sinceros... A novela é um remendo de tudo o que já deu certo. Mas um pouquinho superficial.

Se eu fosse mudar algumas coisas na novela das seis, faria o seguinte: pra mim, a personagem da Maria (Bianca Bin) seria a Filomena (Débora Nascimento). Ao fugir com Ernesto (Eriberto Leão), Maria ficaria grávida e iria para a casa de Anastácia (Eliane Giardini). Lá, ela ficaria dividida entre Celso (Rainer Cadete) e Candinho (Sérgio Guizé). Com isso, eu faria uma trama mais fechadinha.

Outra coisa que eu modificaria seria a relação do Dr. Araújo (Flávio Tolezani). A trama onde ele está inserido não tinha função nenhuma. Só agora o personagem está envolvido com Sandra (Flávia Alessandra). E mais... aquele núcleo da Ema (Maria Zilda), mulher desquitada e apaixonada, é algo tão fora do contexto. O núcleo da fazenda é paralelo e ok. Mas há personagens cuja função parece ser necessária apenas em alguns momentos e depois não acrescentam na história.

Eu sinto que o Walcyr Carrasco vai escrevendo e onde ele percebe que há como ligar as tramas, liga. A novela das seis não me parece ser uma história planejada desde o início. É como se o autor sentasse em frente ao computador e pensasse: vou matar a Ana (Débora Oliveri). E aí ele mata e cria uma trama e segue nela, mas não parece ter sido planejada A novela faz sucesso, é boa de assistir, mas a sua estrutura, comparada às anteriores do autor, é inferior. E olha que eu nem falei do jogral!



Escrito por Blog Cascudeando às 20h25
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Happy níver!

07/06/05... Eis a data do nascimento do Blog Cascudeando. Há onze anos, um balanço geral da novela “Como uma onda” foi o pontapé inicial para uma história de carinho e respeito pelos amigos que compartilham, da mesma forma que eu, o interesse pelo noticiário televisivo. E não foram poucas as amizades que colecionei... Continuo interagindo com diversos amigos pelo twitter e citar nomes poderia não ser muito legal por esquecer de algum. Ah... Teve quem me esqueceu também, mas tudo bem... A vida é assim mesmo, cheia de idas e vindas.

Tenho os meus leitores assíduos que sempre comentam. Já tive mais de vinte comentários no auge do blog, lá por 2007/2008... Naquela época, eu bloguei tanto, mas tanto... Toda segunda e quinta tinha texto novinho. Lendo eles vejo o quanto evolui. Do adolescente que sonhava em ser jornalista ao psicólogo que só escreve por hobbie foram muitas transformações. A maior delas é o autodeboche... “Cascudeando”, convenhamos... Que nome horroroso! Mais foi a primeira palavra que me veio na cabeça quando criei brincando esse espaço que já teve o reconhecimento de ser matéria no jornal “O estado de São Paulo” e referência em um artigo científico do livro “Por uma teoria de fãs da ficção televisiva” (LOPES et. al., 2015).

Se o blog vai terminar? Olha... Já ensaiei o fim e sempre recuei. Não uso facebook porque não gosto da ferramenta. Se eu fosse trabalhar em cima, talvez tivesse um retorno/alcance maior.; É o que almejo? Acho que não... Mas tenho consciência do espaço que eu construí e da interação que tenho com os leitores assíduos. Já fui aquele blogueiro que queria milhares de cliques. Hoje em dia tenho outras preocupações. Escrevo por gostar de escrever. Toda a semana vou seguir com um textinho novo e, se eu não blogar, é porque alguma coisa aconteceu... Mas sempre espero que o próximo texto não seja o último.

Obrigado a todos que acessam e comentam o blog... Peço, nesta despedida, um minuto de silêncio aos blogueiros da minha época que se calaram/sumiram/deixaram de blogar e que, por isso, não fazem mais parte da raridade que somos... Apenas algumas andorinhas azuis em extinção (pra não dizer dinossauros cibernéticos)...



Escrito por Blog Cascudeando às 18h52
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